segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A Reserva Nacional de Pomene, localizada no distrito de Massinga, província de Inhambane é uma unidade de conservação da biodiversidade reactivada recente, albergado não apenas espécies raras de aves, uma crescente diversidade faunística e florar mas igualmente, extensas e maravilhosas paisagens naturais intactas que vão desde a costa (praias, dunas costeiras, estuário e mangal) até ao interior (lagoas, campos de pastagem, depressões e elevações de relevo).



























quarta-feira, 8 de abril de 2015

Levantamento da Biodiversidade Floral do Ecossistema de Mangal da Ilha de Inhambane - Guiduane

Sesuvium postulacastrum 
Soneratia alba

Salicornia europeae

Ceriops tagal

Chemolea difusa

Lumnitzela racemosa

Bruguiera gymnorhiza

Rhizophora mucronata

Penphis acidula

Avicennia marina
Os mangais, apesar do seu reconhecido valor sob o ponto de vista físico-ecológico e socioeconómico são muito pouco estudados e conhecidos em Moçambique. Como consequência desse facto, surge a carência de acervo documental a respeito das comunidades vegetais que colonizam este ecossistema. Daí a pertinência de desenvolvimento de trabalhos científicos para a adopção de estratégias de reconhecimento, levantamento e conservação da diversidade biológica de Moçambique.
Nesse contexto, a finalidade desta pesquisa foi de fazer um levantamento da biodiversidade vegetal do mangal da Ilha de Inhambane, a qual está situada a noroeste da Baía de Inhambane, este da cidade da Maxixe banhada pelo Oceano Índico, com uma área de cerca de 152 km2. Para tal, foi realizado um reconhecimento preliminar da área através da análise de imagens de satélite (por meio dos softweres Google Maps para Windows 7 e Google Earth para Ipad) e visita de campo (Expedição Teste) para que posteriormente fossem realizadas três expedições ao local de estudo, nas quais, usou-se o softwere “Google Earth - Ipad” na identificação dos pontos que seriam usados para a escolha (aleatória) das 12 quadrículas de 50 X 50m de um total de 861 quadrículas, das quais apenas 250 têm colonização considerável por mangal.
Do levantamento, foram identificadas dez espécies de plantas (Avicenia marina, Bruguiera gymnorhiza, Ceriops tagal, Chemolea difusa, Lumnitzela racemosa, Penphis acidula, Rhizophora mucronata, Salicornia europeae, Sesuvium postulacastrum e Sonneratia alba), distribuídas em seis famílias nomeadamente: Acanthaceae (1 espécie), Lythraceae (2 espécies), Amaranthaceae (2 espécies), Rhizophoraceae (3 espécies), Aizoaceae (1 espécie) e Combretaceae (1 espécie).
Devido a taxa consideravelmente elevada de espécies que ocorrem no mangal da Ilha de Inhambane, sendo um total de dez espécies num leque de cerca de dezasseis já descritas nas florestas de mangal do país, pode-se apurar que este local possui uma flora rica, daí que é de grande relevância a necessidade de elaborar um plano de maneio e conservação da biodiversidade floral do ecossistema de mangal da Ilha de Inhambane e urge a necessidade de desenvolver mais estudos científicos a fim de formular bases cada vez mais sólidas sobre a biologia de cada espécie vegetal e o estudo qualitativo e quantitativo da biodiversidade (floral e faunística) da zona costeira que circunda a Ilha de Inhambane (Guiduane) bem como a Baia de Inhambane em geral.

terça-feira, 5 de agosto de 2014







Para MICOA (2007:9), os mangais são formações vegetais que ocorrem nas zonas tropicais e subtropicais, adaptados a se desenvolverem em ambientes salinos e constituem um dos mais produtivos ecossistemas costeiros.
As florestas de mangal se distribuem nas regiões tropicais e subtropicais do globo estendendo-se entre as latitudes 30°N e 30°S, tendo ocorrência nas regiões de interface mar-continente.
Segundo MICOA (2013:10), as florestas de mangal são bem desenvolvidas nas regiões norte e centro da costa moçambicana e muito menos no Sul. O autor acrescenta dizendo que espacialmente, ocupam uma área de cerca de 4.000 km2 com uma largura média de 22 km e tem forte relação de algumas espécies marinhas, dai a sua importância para o desenvolvimento da actividade pesqueira.
Estes ecossistemas albergam uma variedade de animais terrestres e marinhos incluindo insectos, aves, peixes, crustáceos, moluscos e outros que contribuem para suprimento de nutrientes na zona de mangal, na forma de material fecal e reciclagem de matéria orgânica. Porque os mangais contribuem para a reciclagem dos nutrientes, eles são um suporte de importantes espécies.
As espécies dominantes incluem a Rhizophora mucronata, Avicennia marina, Bruguiera gymnorriza, Cerops tagal, Sesuvium mesembriathemoides, Sesuvium portulacastrum e Xylocarpus granatum,.
A seguir são apresentadas algumas formas de floração dos vegetais que colonizam o Mangal da Ilha de Inhambane (Guiduane).

terça-feira, 17 de junho de 2014

Neste video procura-se demonstrar o processo de desova de Esfingideos, sendo para o caso especifico uma Mariposa.

























































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Os insetos são invertebrados com exoesqueleto quitinoso, corpo dividido em três segmentos (cabeça, tórax e abdómen), três pares de patas articuladas, olhos compostos e duas antenas. Seu nome vem do latim insectum. Pertencem à classe Insecta e compõem o maior e mais largamente distribuído grupo de animais do filo Arthropoda e, consequentemente, dentre todos os animais. A ciência que se dedica a estudar os insetos é conhecida como Entomologia.
Embora não haja um consenso entre os entomologistas, estima-se que existam de 5 a 10 milhões de espécies diferentes, sendo que quase 1 milhão destas espécies já foram catalogadas. Os insectos podem ser encontrados em quase todos os ecossistemas do planeta, mas só um pequeno número de espécies se adaptaram à vida nos oceanos. Existem aproximadamente 5 mil espécies de Odonata (libelinhas), 20 mil de Orthoptera (gafanhotos e grilos), 170 mil de Lepidópteros (borboletas), 120 mil de Dípteros (moscas), 82 mil de Hemipteros (percevejos e afídeos), 350 mil de Coleópteros (besouros) e 110 mil de Hymenópteros (abelhas, vespas e formigas).
Alguns grupos menores, com uma anatomia semelhante, como os colêmbolos, eram agrupados com os insectos no grupo Hexapoda, mas atualmente seguem um grupo parafilético Ellipura, tendo discussões filogenéticas relevantes no campo da biologia comparativa. Os verdadeiros insectos distinguem-se dos outros artrópodes por serem ectognatas, ou seja, com as peças bucais externas e por terem onze segmentos abdominais. Muitos artrópodes terrestres, como as centopeias, mil-pés, escorpiões, aranhas, como também microartrópodes colêmbolos são muitas vezes considerados erroneamente insectos.
As margens da Lagoa Quissico localizada no distrito de Zavala, provincial de Inhamabane são um verdadeiro reservatório deste vasto e carismático grupo de artrópodes, razão pela qual dediquei dois dias para uma espedição neste local, com o intuito de produzir um Inventário Entomológico da area.

A seguir são apresentadas algumas imagens de insectos (43% do total inventariádo) que colonizão as margens da lagoa Quissico. Ha que referir que o relatório final estara disponivel em pelomenos 60 dias.