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| Sesuvium postulacastrum |
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| Soneratia alba |
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| Salicornia europeae |
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| Ceriops tagal |
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| Chemolea difusa |
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| Lumnitzela racemosa |
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| Bruguiera gymnorhiza |
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| Rhizophora mucronata |
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| Penphis acidula |
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| Avicennia marina |
Os mangais, apesar do seu reconhecido
valor sob o ponto de vista físico-ecológico e socioeconómico são muito pouco
estudados e conhecidos em Moçambique. Como consequência desse facto, surge a
carência de acervo documental a respeito das comunidades vegetais que colonizam
este ecossistema. Daí a pertinência de desenvolvimento de trabalhos científicos
para a adopção de estratégias de reconhecimento, levantamento e conservação da
diversidade biológica de Moçambique.
Nesse contexto, a finalidade desta
pesquisa foi de fazer um levantamento da biodiversidade vegetal do mangal da
Ilha de Inhambane, a qual está situada a noroeste da Baía de Inhambane, este da
cidade da Maxixe banhada pelo Oceano Índico, com uma área de cerca de 152 km2.
Para tal, foi realizado um reconhecimento preliminar da área através da análise
de imagens de satélite (por meio dos softweres
Google Maps para Windows 7 e Google Earth para Ipad) e visita de campo
(Expedição Teste) para que posteriormente fossem realizadas três expedições ao
local de estudo, nas quais, usou-se o softwere “Google Earth - Ipad” na
identificação dos pontos que seriam usados para a escolha (aleatória) das 12
quadrículas de 50 X 50m de um total de 861 quadrículas, das quais apenas 250
têm colonização considerável por mangal.
Do levantamento, foram identificadas
dez espécies de plantas (Avicenia marina,
Bruguiera gymnorhiza, Ceriops tagal, Chemolea difusa, Lumnitzela racemosa,
Penphis acidula, Rhizophora mucronata, Salicornia europeae, Sesuvium
postulacastrum e Sonneratia alba), distribuídas em seis famílias
nomeadamente: Acanthaceae (1 espécie),
Lythraceae (2 espécies), Amaranthaceae (2 espécies), Rhizophoraceae (3 espécies), Aizoaceae (1 espécie) e Combretaceae (1 espécie).
Devido a taxa
consideravelmente elevada de espécies que ocorrem no mangal da Ilha de
Inhambane, sendo um total de dez espécies num leque de cerca de dezasseis já
descritas nas florestas de mangal do país, pode-se apurar que este local possui
uma flora rica, daí que é de grande relevância a necessidade de elaborar um
plano de maneio e conservação da biodiversidade floral do ecossistema de mangal
da Ilha de Inhambane e urge a necessidade de desenvolver mais estudos
científicos a fim de formular bases cada vez mais sólidas sobre a biologia de
cada espécie vegetal e o estudo qualitativo e quantitativo da biodiversidade
(floral e faunística) da zona costeira que circunda a Ilha de Inhambane
(Guiduane) bem como a Baia de Inhambane em geral.